O exame de vínculo genético, popularmente conhecido como teste de DNA, basicamente é uma leitura de regiões do DNA altamente conservadas de uma geração para a outra ou seja, de pais para filhos. Essas regiões são chamadas de microssatélites e podem ser encontradas em diversas regiões de nosso DNA.

O princípio do exame de DNA é o mesmo utilizado para esclarecimento de cenas de crimes, como vemos em filmes. Isso porque a identificação destes microssatélites em amostras biológicas (sangue, cabelo, sêmen, saliva, etc) recolhidas no local, podem ser confrontadas com o DNA dos suspeitos para tentar solucionar o crime. No entanto o teste é mais amplamente utilizado para determinação de paternidade.

E é focado nesse último exemplo que gestantes acabam questionando a possibilidade de realizar o exame de DNA durante a gravidez, atestando quem é o pai. Mas, afinal, é possível fazer esse teste? Se for possível, como ele ocorre?

Caso essas dúvidas estejam pairando pela sua cabeça, fique tranquilo. Preparamos esse artigo especialmente para responder todas as perguntas. Continue a leitura!

Afinal, é possível fazer exame de DNA na gravidez?

Iremos responder essa pergunta logo no início: sim, é possível. Assim como nos exames corriqueiros, é necessário coletar a amostra da mãe, do suposto pai e da “criança” (líquido amniótico ou vilo corial), que só pode ser coletada por um ginecologista.

É importante lembrar que, este teste apenas determina se há vínculo genético entre o suposto pai e a criança. Para a determinação do sexo do bebê ou identificação de anomalias do feto, existem testes específicos que abordaremos em outras publicações.

O tempo necessário para que o resultado saia demora, em média, duas semanas, pois é necessário realizar todo o sequenciamento do DNA.

Atualmente, existem dois tipos de métodos para a realização do exame em gestantes: os invasivos e os não invasivos. Explicaremos melhor sobre os dois no tópico abaixo.

 

Quais são os métodos do exame?

Como citado anteriormente existem dois métodos para que o exame de DNA em gestante ocorra: um invasivo e outro não invasivo. O que diferencia os dois são os preços, o prazo do resultado e, claro, a maneira como as amostras são coletadas.

Segue abaixo quais são as especificações de cada método. Ao final, caso queira realizar um exame de DNA, poderá julgar qual é o melhor para você. Veja:

 

Método invasivo

Nesse método, o exame de DNA pode ser realizado após 12 semanas de gestação, calculando com base na data da última menstruação. No entanto, o médico será o responsável por dizer se a gestante está apta ou não a realizá-lo.

O jeito de coletar a amostra também dependerá da semana de gestação. Por exemplo, caso esteja entre a 12ª e a 15ª semana, ela será coletada por meio de uma biópsia de vilosidades, pois ainda não há líquido amniótico suficiente.

A partir da 16ª semana é feito um procedimento chamado amniocentese, que consiste na aspiração via transabdominal de uma pequena quantidade de fluido da bolsa amniótica, que envolve o feto.

Logo após essa primeira coleta, é retirado também uma amostra de sangue da mãe e do suposto pai, sendo realizada por punção digital, por exemplo. Ao final, é definido o perfil genético para atestar ou não a paternidade.

Muitas mulheres ficam receosas na hora de escolher por esse procedimento, pois, em raros casos, ele pode causar aborto. No entanto, com o avanço dos equipamentos de ultrassonografia que guiam este procedimento, hoje, ele é considerado um método seguro, com uma taxa de 0,5% de perda fetal.

Confira abaixo as vantagens e desvantagens do método invasivo:

Vantagens: menos tempo para entrega dos resultados; seu valor é mais acessível.
Desvantagens: pode ocorrer, mesmo que raramente, abortos.

Método não invasivo

Neste segundo método, a informação genética da criança será obtida por meio de uma coleta sanguínea da mãe. Há na corrente sanguínea da gestante uma pequena quantidade de DNA fetal, ou seja, da criança. O que, por meio de técnicas mais sensíveis e avançadas, pode ser identificado e analisado.

Sendo mais prático do que o anterior, esse método precisa dessa amostra e de uma amostra de sangue do pai, que pode ser retirado pela veia ou por digital — assim com o anterior.

O lado positivo é que a mãe fica mais segura pois por essa metodologia não existe nenhum risco de aborto, uma vez que o exame é realizado por meio de uma simples amostra de sangue da mãe.

O valor deste segundo método é mais elevado, pois ainda é um teste novo no país, e que necessita de muita tecnologia para que essa pequena amostra fetal seja detectada.

Sua realização pode ocorrer logo após a 11ª semana de gestação sem nenhum problema.

Confira abaixo as vantagens e desvantagens do método não invasivo:

Vantagens: o método não traz riscos para a mãe ou para a criança.
Desvantagens: seu preço é mais elevado; o tempo de resposta é demorado.

 

O que é necessário antes do exame?

Bom, no caso da mãe é preciso que a gestação tenha passado da 11ª semana, quando o feto já está desenvolvido. Isso garante mais precisão do resultado.

No caso do suposto pai, é necessário apenas certificar-se que ele não tenha realizado transfusões sanguíneas nos últimos 6 meses ou transplante de órgão.

Quais serão os resultados?

Todos os exames realizados para definir uma paternidade possui resultado comparativo. É muito fácil a compreensão: 50% do DNA do bebê vem da mãe, os outros 50% do pai, quando essas amostras são avaliadas, é comparado, então, ao DNA do bebê.

Caso haja mais de quatro discrepâncias verificadas pelas várias regiões do DNA, o resultado dá negativo, ou seja, o homem que teve sua amostra coletada não é o pai da criança. A análise em si é muito mais complexa, envolve avançados softwares que conseguem definir um índice de vínculo genético e são estudadas quantas regiões forem necessárias para obter uma confiabilidade do resultado de no mínimo 99,9999%.

Conclusão

Agora que você já sabe sobre a possibilidade de realizar um exame de DNA na gravidez e quais sãos os métodos, não se esqueça de levar em consideração todos os pontos aqui colocados — tanto se você for a gestante ou se conhece alguém nessa situação.

Os dois métodos apresentam vantagens e desvantagens, por isso, devem ser avaliados de acordo com a realidade e objetivo dos envolvidos.Você sabia que é possível descobrir qual o sexo do bebê por meio da sexagem fetal? Leia o nosso conteúdo especial “Menina ou Menino? Saiba o quanto antes!” agora mesmo!